salvados poéticos, 2: son[h]o

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son[h]o

na escuridão do poço ondula

o baço reflexo do gesto indeciso

que a noite fora do poço acidula

para incitar num toque preciso

 

os vidros da lua oscilam na água

negra, citações da chama sedutora,

breve e contraditória da mágoa

que no riso fulge, ímpia e delatora

 

ferem as unhas os próprios dedos

e no poço resta o húmido bolor

a comer a noite e os vãos segredos

afundados num sonho incolor

*

Fotografia: árvores, Abril de 2015.

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