água-forte

dsc01596-copia

 

o ouro – uma ferrugem irracional, uma culpa violenta do avesso

 

no chão obscuro, sob a água negra da sede,

o mineral das angulosidades inúteis das palavras, vestígios de sal,

 

o ouro – uma traição ao medo, uma falsa ruína sem a verdade do fogo onde deflagrou a primeira respiração

 

a configuração da transcorrência do tempo é um palimpsesto de caracteres primitivos

fundidos a molde perdido no corpo-labirinto, o buril

 

*

Fotografia: Fevereiro de 2017.

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