patologia do acaso, diário, 26: No mês em que era uso começar o mundo

DSC01491 - Cópia

2017, Abril, 10, madrugada de 11. No mês em que era uso começar o mundo. Num dia do mês em que era uso começar o mundo, existirei na coincidência entre o silêncio, a linguagem e a morte. A sísifa pedra-morte, o ícaro voo-veneno e a pulsão ela-mesma. O último cansaço, a respiração, e a primeira divagação do último quando, a areia fria da manhã, o sono progressivo por andares que se descem, e por fim o mar da foz, depois da álea de árvores depois do vidro. No mês em que era uso começar o mundo. A última descoincidência é o desalinhamento tectónico da linguagem, o suicídio puro, lavado da falha da razão, a queda, o fim, dentro do labirinto. No mês em que era uso começar o mundo e eu cheguei, no eterno mesmo frio dos meus anos, até alcançar o saber de não ter medo. E adormecer na foz.

 

Anúncios

One thought on “patologia do acaso, diário, 26: No mês em que era uso começar o mundo

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s