involuntária escuridão, acaso

DSC02168 - Cópia

no plasma denso e ilegível da escuridão indomável – sublime

no seu vivo segredo, grotesca na sua prometedora apelação, informe por nada mais do que a sua informidade – esgravato,

não já uma razão ou um sentido sequer

– esgravato-me;

fendo as unhas, firo os dedos, uno o meu sangue a este labirinto incomensurável e obscuro

onde vagueiam ou oscilam, dependurados das veias, das artérias, todos os significados

– entendidos, esperados, prometidos, os indecifrados por fim,

que vão do impensável da respiração ao intransponível veredicto de viver, ao arbítrio

infinitesimal da realidade que desbravo em mim, no acaso e na procura,

na ilusão do alcance e da esperança vãos que me concluíssem

num grão da poeira do Universo limpo do erro, até mesmo do erro involuntário do acaso

*

Fotografia: pérgola, parque, 21 de Maio de 2017

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