Amália, “povo que lavas no rio”

DSC01753 - Cópia

[enquanto ouço Povo que lavas no rio (Pedro Homem de Mello / Joaquim Campos) numa gravação ao vivo em Lisboa, em 1973]

 

havia uma tristeza de ocaso nas árvores onde parecia

arder quase tudo, o pó da terra morrendo no ar, algum céu de Outono;

a noite; a própria noite nos gumes do sol e da lua na tua voz ardia

e o mundo, num esgar de entrudo, onde ardia quase tudo,

das meias-verdades à cal das casas e às cortinas de veludo,

era novo nessa voz a cada rotação do tempo nono.

madrugada de 5 de Junho de 2017

*

Fotografia [pormenor]: Augusto Cabrita, 1972/1973.

 

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