a Razão e a culpa

a solidão radical onde a verdade é possível, a solidão absoluta, dentro

do espelho, a origem desprovida de todo o sentido que foi o arbítrio de um dado acaso,

é a morte,

tudo é a morte – ao lado do movimento da vida, sem mentira, sem simulacro, sem culpa,

a decisão pelo seu abraço

o absoluto nada, sem esperança nem desespero, sem regresso nem universo, o inteiro absoluto nada

a perfeita e silenciosa face da morte à chegada do mar – a mais esplendorosa solidão, o começo da verdadeira existência –

a tranquila, bela e amorosa falha da Razão despojada de toda a culpa

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