Adiante dos frutos da Terra nada mais requeiro

[ poema em construção e dedicatórias, em actualização]

DESENHO 013 - Cópia
Fotografia: o pão, ainda quente, quando chegava à loja. Manique, ca. de 1987. Só o cheiro do pão era uma terra… Há trinta anos, mãe… pai… era outro o cansaço, mas não era amargo o pão; ou sempre foi, nós é que não éramos velhos…

 

Adiante dos frutos da Terra nada mais requeiro,
Pois tudo é escuridão e vazio do céu para cima;
E assim me obrigo ao pão, esse ouro derradeiro
De lágrimas e de suor feito, o mais que se estima…

De lágrimas me ardem os olhos nessa palavra oxalá
Lágrimas frias à pele, corpo seco, braços tão em sede…
Em tanto que não largue da cimalha as mãos, haverá
Do sofrimento a conquista maior que a última parede

para E.S., em 31 de Maio de 2017

19 - Cópia

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Mister não deve ser olvidar do dia a maior parte

E na memória guardar o melhor do mundo e da gente;

Mas para tanto se requer do coração saber a arte

E com as mãos ajudar à força que todo o coração sente

para T.M., em 3 de Junho de 2017, dia de seus anos

Fotografias: O Dia e A Noite, acrílico, papel, Fevereiro de 2017; parque, 18 de Maio de 2017.

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